O juiz da Central Especializada das Garantias de Pesqueira, Clécio Camêlo de Albuquerque, determinou o uso de tornozeleira eletrônica para o homem que confessou ter matado a ex-companheira grávida. Agnaldo Nunes Soares, de 43 anos, ficará detido no Presídio de Pesqueira por cerca de 5 dias até a instalação do equipamento.
A decisão ocorreu em audiência de custódia, onde Agnaldo confessou ter assassinado e ocultado o corpo de Júlia Eduarda Andrade dos Santos, de 26 anos, em São Bento do Una, no Agreste. A vítima estava grávida, e havia desaparecido desde o dia 5 de novembro, quando saiu para encontrar com o suspeito para receber uma quantia em dinheiro que seria destinada a um exame de ultrassom.
Segundo a decisão judicial, que confirma o flagrante, a prisão do homem pelo crime de ocultação de cadáver não pode ser mantida pois a pena máxima é de 3 anos, limite que impede a decretação de prisão preventiva quando o investigado não possui condenações anteriores. Ainda de acordo com o magistrado, o pedido de prisão preventiva referente ao feminicídio será analisado pela Vara de São Bento do Una, para onde o processo do homicídio foi encaminhado.
Agnaldo Nunes Soares deverá utilizar tornozeleira eletrônica, respeitar o recolhimento domiciliar a partir das 22h, manter o endereço atualizado, não sair da cidade sem autorização judicial, comparecer mensalmente em juízo, abster-se do consumo de álcool e drogas e pagar uma fiança reduzida. O descumprimento de qualquer dessas medidas pode resultar na revogação da liberdade.


