O Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2025, realizado com dados de 2023, mostra que Recife está entre as 20 capitais do país empenhadas para universalização, atrás de cidades do Nordeste como Fortaleza-CE e à frente de Maceió-AL, Natal-RN e São Luiz-MA. A capital pernambucana tem 82,01% de atendimento à população com rede de abastecimento d’água. No entanto, a rede coletora de esgoto alcança apenas 41,59% da população em áreas urbanas – o que mostra que há um caminho considerável a ser seguido.
O estudo ainda destaca a incidência de internações por doenças ligadas ao saneamento ambiental inadequado. E nesse ponto, Recife tem uma taxa de 64,97 para cada 100 mil habitantes, considerada elevada tanto do ponto de vista da saúde pública quanto do acesso ao saneamento básico. Diarreia e Hepatite A estão entre as doenças observadas.
Considerando todos os cinco indicadores que compõem a pesquisa, Recife tem a terceira melhor pontuação de Pernambuco: 396,29 pontos, perdendo apenas para Fernando de Noronha (415,63) e Exu (413,19). Caruaru (384,67) e Toritama (375,52) aparecem na sequência. Na outra ponta do estudo, classificadas como cidades que estão dando os primeiros passos para a universalização, abaixo dos 200 pontos, estão Casinhas (189,12), Santa Cruz (197,12) e Betânia (199,64).
O Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2025 ainda reforça a disparidade regional no Brasil. As regiões Sul e Sudeste têm a maior parte dos municípios “Rumo à universalização” e em “Compromisso com a universalização”, e no caso do Nordeste, Salvador e João Pessoa são as únicas que aparecem na segunda categoria mais bem avaliada.


