A família de Luciana Soares da Silva, a pernambucana de 41 anos que morreu após um vazamento de gás na casa onde morava, na Alemanha, no último dia 15 de dezembro, decidiu cremar o corpo por não ter recursos para a repatriação. De acordo com os parentes, o procedimento custaria cerca de R$ 100 mil.
A filha da vítima, Larissa Soares, contou que mesmo após a viagem da família à Alemanha em busca de informações para trazer o corpo e os outros filhos da pernambucana, que no momento estão sob os cuidados do governo alemão, ao Brasil, a situação ainda não foi resolvida.
“As únicas informações que a gente tem sobre eles é só por terceiros, pelo pessoal do Conselho Tutelar […]. A gente precisou optar por cremar porque já faz quase um mês que minha mãe morreu e a gente não consegue ter nenhuma informação concreta, nenhuma resolução concreta”, afirmou Larissa.
Kauã Emanuel Soares da Silva, de 8 anos, é filho de Luciana com o pai de Larissa. Já Maria Khatarina Soares da Silva, de 2 meses, é fruto do relacionamento da pernambucana com um alemão. No dia do acidente, a bebê ainda não tinha sido registrada. Atualmente, as crianças estão em um lar temporário.
Para a TV Globo, Larissa disse que a família contratou um advogado na Alemanha para auxiliar no processo de guarda, mas ainda não há previsão de quando Kauã e Maria poderão retornar ao Brasil.
De acordo com a nota divulgada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco (SJDH), a gestão estadual mantém a interlocução com o Ministério das Relações Exteriores e com o Ministério dos Direitos Humanos. Segundo a pasta, “por se tratar de um processo de natureza internacional, as medidas relacionadas à repatriação e aos trâmites no exterior são de responsabilidade do Governo Federal, cabendo à SJDH o apoio e a articulação junto aos órgãos competentes”.


