Quadrilha responsável pela criação de falsos anúncios de venda de veículos em Pernambuco é presa no Ceará

Ao todo, 92 sites foram retirados do ar

Uma ação policial realizada pela Polícia Civil de Pernambuco resultou na prisão de cinco pessoas no Ceará. A operação teve como objetivo desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet, especialmente por meio da criação de sites e páginas falsas para a venda de veículos. Ao todo, 92 endereços eletrônicos fraudulentos foram removidos do ar. Batizada de Operação Network, a ação prevê o cumprimento de oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Até a última atualização desta reportagem, cinco investigados haviam sido detidos, todos em Fortaleza.

As investigações tiveram início em agosto de 2023, após o registro de denúncias de fraudes envolvendo anúncios falsos de veículos em Araripina, no Sertão pernambucano. Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava identidades falsas para atrair compradores, receber os pagamentos e, posteriormente, realizar a lavagem do dinheiro com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.

De acordo com a delegada Camila Nogueira, responsável pela Delegacia de Araripina, mais de 100 boletins de ocorrência relacionados ao esquema foram registrados em nove estados brasileiros. A operação contou com a atuação conjunta das forças de segurança de Pernambuco e do Ceará, além do apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ciberlab, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Durante a ação, 56 policiais civis foram mobilizados. Além das prisões e do cumprimento dos mandados de busca, a polícia informou que 92 páginas fraudulentas foram retiradas do ar e que os sites utilizados pelo esquema foram desindexados de plataformas de busca, com o objetivo de impedir que novas vítimas fossem enganadas.

Ainda segundo a delegada Camila Nogueira, entre os cinco presos nesta etapa da operação há integrantes de facções criminosas do Ceará e pessoas que já se encontravam no sistema prisional. Durante as buscas, foram apreendidos 20 aparelhos celulares, 23 chips telefônicos com DDDs de diferentes estados do país, um computador e um notebook.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, uso de falsa identidade, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem alcançar até 26 anos de prisão, além da aplicação de multa.

O nome da operação faz referência à rede de páginas falsas empregadas na prática dos crimes e ao trabalho integrado realizado pelas forças de segurança.

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