Em Pernambuco, 58 dos 184 municípios enfrentam seca extrema. É o que aponta o Monitor de Secas, produzido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), relativo a dezembro do ano passado. As cidades mais afetadas pelo baixo nível de precipitação se concentram entre o Agreste e o Sertão, no entanto, municípios da Zona da Mata e do Litoral já enfrentam condições de seca moderada (38) e seca fraca (43).
Segundo a meteorologista da Apac, Aparecida Fernandes, o Sertão e o Agreste têm sido impactados com mais intensidade porque, durante a pré-estação chuvosa, que vai de novembro até janeiro, houve apenas chuvas isoladas e de fraca intensidade, concentradas em poucos dias. O aumento das temperaturas também contribui diretamente para o agravamento do cenário.
“Nós tivemos os meses de novembro e dezembro muito quentes. Então, além de não termos precipitações nos últimos meses, houve um aumento da evaporação e da evapotranspiração, que seca tanto os pequenos reservatórios quanto a vegetação”, detalha Apararecida. Segundo o painel de monitoramento da Apac, 21 reservatórios em Pernambuco estão em colapso. O número representa 23,33% do total.

Os meteorologistas da Apac se reunirão nesta quarta-feira (21) para preparar o prognóstico das chuvas nos próximos três meses. “Na última reunião climática, o prognóstico era de chuvas variando entre normal e abaixo da média. E o que a gente observou é que essas chuvas ficaram basicamente abaixo da média em todo o estado”, destaca Aparecida Fernandes.
Na última quarta-feira (14), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu a situação de emergência em 107 municípios pernambucanos devido à estiagem, com impactos para o abastecimento d’água e a produção no campo.


