O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram uma conversa por telefone nesta segunda‑feira (26), em uma ligação de cerca de 50 minutos que abordou temas centrais das relações bilaterais e da agenda internacional. [1]
A ligação, iniciada às 11h (horário de Brasília), incluiu troca de perspectivas sobre desempenho econômico dos dois países, com Trump destacando o papel positivo do crescimento econômico para a região. Os dois mandatários também comemoraram o avanço no diálogo que resultou na eliminação de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros no mercado norte‑americano nos últimos meses.
No campo da segurança, Lula apresentou ao presidente norte‑americano uma proposta de cooperação mais ampla no combate ao crime organizado, com foco em áreas como lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e intercâmbio de dados sobre transações financeiras — iniciativa que, segundo o Planalto, foi bem recebida por Trump.
Outro ponto discutido foi o convite feito por Trump para que o Brasil participe de um recém‑proposto “Conselho da Paz”, iniciativa norte‑americana ligada ao conflito na Faixa de Gaza. Lula sugeriu que o órgão tenha foco específico nesse contexto e inclua um assento permanente para a Palestina, reafirmando a posição brasileira sobre a importância de maior inclusão nos processos de paz.
O presidente brasileiro também defendeu a necessidade de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo a ampliação dos membros permanentes no Conselho de Segurança — pauta reiterada por ele em fóruns multilaterais.
Lula e Trump também comentaram a situação na Venezuela, com ênfase na importância da paz, estabilidade regional e bem‑estar da população venezuelana, tema que segue sendo debatido em vários fóruns internacionais.
Ao final da conversa, os presidentes acordaram a realização de uma visita oficial de Lula a Washington, que deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, programada para fevereiro. A data exata será definida pelas equipes diplomáticas em breve.


