A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), se pronunciou após a denúncia de monitoramento ilegal, pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), do chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro. Em sua fala, publicada no perfil oficial da governadora nas redes sociais, Raquel afirma que não houve ilegalidade.
“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez o seu papel de investigação dentro da legalidade, como sempre. Somos um um governo que respeita as leis e busca trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da lei também. A gente precisa, sempre, combater a corrupção. E foi isso que a Polícia Civil fez”, afirmou. A declaração vem depois de o prefeito do Recife, João Campos, dizer que tomará todas as medidas cabíveis na Justiça.
De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, uma denúncia anônima foi entregue na sede da pasta, em agosto de 2025, sobre o uso de um carro oficial da prefeitura do Recife para pagamento de propina. A denúncia apontava que Gustavo Queiroz e o irmão dele, Eduardo Queiroz, que seria ligado à gestão municipal, utilizavam o veículo.
Entre agosto e outubro, um grupo no Whatsapp foi formado por 10 agentes de Estado, incluindo três delegados e sete policiais, para dar conta das diligências, com foco no monitoramento do carro. Como não houve constatação de ato ilícito, o inquérito não foi aberto. Quanto ao rastreador no carro, Alessandro Carvalho também nega que exista ilegalidade ou necessidade de mandado expedido pela Justiça.
Nesta terça-feira (27), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) encaminhou um ofício à SDS pedindo informações detalhadas sobre a investigação preliminar conduzida pela PCPE. A medida foi tomada após a repercussão do caso pela imprensa.


