Quem se debruça em estudar e tentar entender o sistema partidário do Brasil, de imediato percebe o quanto é extremamente complicado. A falta de unidade entre seus integrantes é um problema crônico em todos os partidos. É bem verdade, que em alguns, o problema é bem mais acendrado.
Em ano eleitoral, a falta de coerência e, coesão dos candidatos, no que diz respeito às alianças e, apoios que são firmados, faz com que se pergunte qual a relação existente entre o candidato e o partido em que ele disputará um mandato. O impedimento jurídico das coligações nas proporcionais, até certo ponto, arrefeceu as mais esdrúxulas e inimagináveis coligações que até então eram realizadas por partidos políticos, que historicamente caminhavam de maneiras antagônicas. Agora, pelos menos em tese, as federações são construídas a partir de siglas que possuem maior identificação. Porém, não significa afirmar que exista unidade, afinal de contas, divergir faz parte do convívio social. É bem verdade, que as divergências internas em um partido político, poderá fazer com que surjam celeumas irreversíveis.
Adotando a máxima de quem tem um não tem nenhum, o PSD trabalha com três pré-candidatos à Presidência da República. Achando pouco, recentemente, o presidente nacional do partido, afirmou em uma entrevista que pensa em liberar seus quadros para externarem apoio a outros possíveis candidatos. Como no Brasil, infelizmente, a maioria dos que se filiam a algum partido, são motivados por questões pessoas e, com exceções por questões ideológicas, à fala do líder nacional, causou refrigério na alma de grande parte dos filiados.
Olinda, 31 de janeiro de 2026.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.


