PRIMEIRA SEMANA DE FEVEREIRO É DEDICADA À CAMPANHA DE PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A gravidez na adolescência ainda continua sendo um desafio social e para a saúde pública brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde (2020), apesar da redução percentual em anos recentes, o país ainda registra índices elevados: cerca de 14% dos nascimentos acontecem entre mães com até 19 anos. É por isso que, desde 2019, foi […]

A gravidez na adolescência ainda continua sendo um desafio social e para a saúde pública brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde (2020), apesar da redução percentual em anos recentes, o país ainda registra índices elevados: cerca de 14% dos nascimentos acontecem entre mães com até 19 anos. É por isso que, desde 2019, foi instituída a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que ocorre de 1° a 8 de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações sobre prevenção, saúde e educação sexual para jovens, pais e a sociedade em geral.

Vulnerabilidade socioeconômica, falta de acesso a serviços de saúde e informação insuficiente ou inadequada sobre sexualidade e contracepção são os principais fatores que contribuem para a ocorrência da gravidez na adolescência. Estimativas, apontam que, no SUS, por hora, nascem aproximadamente 44 bebês de mães adolescentes (indicando mais de 1.000 adolescentes tornando-se mães por dia). Essas cifras mostram magnitude e necessidade de ação coletiva e multisetorial.

Segundo a ginecologista e obstetra Aline Arruda, docente do curso de Medicina da Afya Garanhuns, existem grandes riscos de uma gravidez precoce. “Para a adolescente, há um maior risco de ocorrência de pré-eclâmpsia/eclâmpsia, diabete gestacional, infecções puerperais, anemia, complicações no parto e impacto emocional/psicológico, com isolamento e estresse e, até memo, depressão pós-parto. Para o bebê, há um maior risco de ocorrer um parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações neonatais”, descreveu. A gravidez na adolescência afeta, ainda, o desenvolvimento da jovem, ocasionando, na maioria das vezes, a interrupção ou abandono dos estudos, e dificultando sua futura inserção no mercado de trabalho.

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