Vigilante suspeito de comercializar ilegalmente medicamentos de posto de saúde é preso na Várzea

Homem atuava em Posto de Saúde da Família

A Polícia Civil prendeu um vigilante que atuava em um Posto de Saúde da Família (PSF) localizado no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, suspeito de furtar e comercializar medicamentos de uso controlado. O homem, cuja identidade e idade não foram divulgadas, admitiu a prática criminosa e foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecentes.

A prisão e a ação foram divulgadas oficialmente pela Polícia Civil. Durante a operação, agentes apreenderam na residência do suspeito diversas caixas, cartelas, bisnagas e frascos de medicamentos, entre eles remédios controlados, antibióticos e produtos injetáveis. Segundo as investigações, o vigilante relatou que repassava os medicamentos em troca de ajuda financeira, o que caracteriza a venda ilegal de substâncias controladas, enquadrada como tráfico de entorpecentes. Ele também deverá responder por furto qualificado.

De acordo com a polícia, as apurações iniciais apontam que o suspeito agia sozinho, apesar de dividir o turno de trabalho com outro vigilante na unidade de saúde. Em depoimento, ele afirmou que teve acesso à sala da gerência do PSF, descobriu onde ficava a chave da farmácia e passou a subtrair pequenas quantidades de medicamentos.

Com o tempo, ao perceber que os furtos não eram identificados, o homem passou a aumentar o volume de remédios levados do posto. A delegada responsável pelo caso informou que outros funcionários da unidade serão ouvidos para verificar se a falta dos medicamentos chegou a ser percebida. Entre os produtos desviados e comercializados estão antibióticos como penicilina, materiais utilizados em curativos e medicamentos psiquiátricos, a exemplo do diazepam, cuja venda exige prescrição médica. A polícia também investiga a possibilidade de os remédios estarem sendo repassados ilegalmente a estabelecimentos comerciais, como farmácias. Caso essa hipótese seja confirmada, os responsáveis pelos locais poderão responder por receptação e tráfico de entorpecentes.

Já as pessoas que adquiriram os medicamentos do vigilante também podem ser responsabilizadas criminalmente pelo crime de receptação, por comprarem produtos sabendo que eram provenientes de atividade ilícita.

Mais Lidas