A história política brasileira nos ensina que o vice é figura importante na trajetória de um governante. Embora, haja aqueles que, muitas vezes, passaramdespercebidos pelo eleitor. Para tanto, vamos fazer um exercício de memória. Alguém lembra quem foi o vice de Juscelino Kubitschek? E o vice de Jânio Quadros? Você lembra quem foi o vice de Paulo Maluf no Colégio Eleitoral contra Tancredo Neves? Alguém lembra quem foi o vice de Marcos Freire na eleição de 1982? Quem foi o vice de Miguel Arraes na primeira vez que governou Pernambuco? Quem foi o vice de Joaquim Francisco quando foi eleito governador de Pernambuco?
Nos últimos dias, têm crescido especulações com relação ao nome que irá compor a chapa do atual presidente em uma disputa à reeleição. Nos bastidores, comenta-se, que o atual vice, poderá ser substituído por algum nome mais ao centro e que o MDB seria o partido agraciado com o feito. Bastaramos rumores, para que o presidente nacional do PSB, saísse em defesa do atual vice-presidente. Afinal, este faz parte dos quadros do partido da pomba. Em uma ferrenha apologia à manutenção do atual vice, o presidente nacional da sigla disse o seguinte: “não se mexe em time que está ganhando.” Ora, se a máxima for verdadeira na política, por qual motivo o prefeito quando disputou a reeleição, trocou de vice? Estava perdendo ou empatando?
Hely Ferreira é cientista político.


