Opinião | Dois pesos e duas medidas

O ano era 2006, quando a escola de samba Leandro de Itaquera, fazia parte do Grupo Especial e, decidiu no carnaval paulista, homenagear José Serra e Geraldo Alckmin, prefeito e, governador respectivamente. À época, ambos eram tidos como pré-candidatos à Presidência da República. Lembrando que em 2006, Lula pleiteava ser reeleito. O enredo, apresentado pela escolatinha como tema “festas populares que nascem […]
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O ano era 2006, quando a escola de samba Leandro de Itaquera, fazia parte do Grupo Especial e, decidiu no carnaval paulista, homenagear José Serra e Geraldo Alckmin, prefeito e, governador respectivamente. À época, ambos eram tidos como pré-candidatos à Presidência da República. Lembrando que em 2006, Lula pleiteava ser reeleito. O enredo, apresentado pela escolatinha como tema “festas populares que nascem das águas.” Fazendo alusão às obras realizadas no Rio Tietê e, com um carro alegórico, contendo um busto de Mário Covas, que havia governado o estado de São Paulo e, falecido em 2001.

    O PT, por intermédio de um vereador entrou com pedido na justiça, com o intuito de barrar a entrada do carro alegórico na avenida em que estavam Alckmin e Serra, alegando “promoção pessoal de políticos e autoridades” com dinheiro público. Entretanto, este ano, uma das escolas do grupo especial da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, resolveu prestar homenagem ao Presidente da República Federativa do Brasil. Salvo melhor juízo, em nenhum momento se viu da parte do partido da estrela ser contra a ideia. Pelo contrário, não mediu esforços para tirar proveito da situação. Acontece que, alguns opositores estão se mexendo juridicamente, para que o atual presidente sofra uma possível impugnação, caso seja candidato à reeleição. Por outro lado, o líder do PT na Câmara Federal, entrou com representação no TSE, alegando propaganda antecipada em favor do possível candidato à Presidência da República pelo PL. A representação é por conta da confecção e, divulgação de adesivos que mencionam apoio ao pré-candidato. Talvez, a guerra eleitoral não se limitará às redes sociais, mas também ao campo jurídico.

Olinda, 22 de fevereiro de 2026.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político e membro da APEL.  

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