MPPE recomenda suspensão de emendas parlamentares em Paulista por falta de transparência

Recomendação exige que Prefeitura e Câmara criem portal para rastrear o destino do dinheiro

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Paulista suspendam a execução de todas as emendas parlamentares previstas para 2026. A medida, assinada pela promotora Aline Florêncio, busca garantir que a população saiba exatamente quem enviou o dinheiro, quanto foi enviado e onde o recurso está sendo aplicado.

A decisão foi tomada após o MPPE identificar a ausência de uma seção específica nos Portais da Transparência do município, além da falta de respostas a ofícios enviados anteriormente. Segundo a recomendação, o descumprimento pode levar à responsabilização pessoal dos gestores.

O que deve ser feito:
Até o dia 28 de fevereiro de 2026, os chefes dos poderes Executivo e Legislativo devem apresentar um plano de ação detalhado para regularizar a situação. Entre as exigências estão:

Criação de uma plataforma digital unificada para consulta das emendas;

Criação de contas bancárias exclusivas para cada emenda (proibindo saques em espécie);

Prestação de contas rigorosa por parte de ONGs e entidades que recebam esses recursos.

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