João Campos chama CPI arquivada de espetáculo e diz que relação com o PT está resolvida

Oposição conseguiu o número mínimo de 13 assinaturas com o apoio do vereador Osmar Ricardo (PT)

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), se posicionou, nesta terça (3), sobre o arquivamento do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), protocolado pela oposição na Câmara do Recife, para apurar possíveis irregularidades no concurso público para Procuradoria do município, em 2022.

A oposição conseguiu o número mínimo de 13 assinaturas com o apoio do vereador Osmar Ricardo (PT), presidente do Partido dos Trabalhadores no Recife. Segundo o presidente do diretório estadual, a decisão de Osmar Ricardo foi pessoal e não passou pela liderança da legenda.

Osmar retornou à suplência na Câmara do Recife nesta terça (3), após Marco Aurélio Filho (PV), então secretário de Direitos Humanos e Juventude, reassumir o mandato na Casa de José Mariano. A mudança no secretariado é vista como uma atuação direta do Palácio do Capibaribe diante do ato do presidente municipal do PT. Em evento no Bairro do Recife, João declarou que a situação com o PT está resolvida.

“Tudo absolutamente resolvido, a relação com o PT é a melhor possível. Inclusive, estive hoje conversando com o presidente Edinho, amanhã vou estar com ele lá em Brasília. Estamos fechando alianças em mais de 15 estados do Brasil. Então, a gente, na verdade, tem uma rotina quase que diária de alinhamento. Devemos chegar a pelo menos 30 deputados federais na nossa bancada, e tudo isso tem sido construído em muita sinergia com o presidente Lula e com o presidente Edinho.

O prefeito do Recife também comentou sobre o pedido de CPI, arquivada pelo presidente da Câmara, Romerinho Jatobá, nesta terça (2). Para João Campos (PSB), o assunto foi superado e a oposição faz espetáculo político.

“Esse assunto já foi absolutamente superado, a disputa entre dois candidatos: um com deficiência física e outro com diagnóstico de autismo. E já foi superado de forma administrativa, tanto é que o próprio requerente hoje trabalha na prefeitura, já tomou posse e já presta serviços como procurador do município. O que se tenta fazer é um espetáculo político. E as medidas técnicas foram tomadas, inclusive, a Câmara já se posicionou sobre isso. Um palco de espetáculo político, tendo em vista que é o ano eleitoral e que tem muita gente que deseja aparecer no ano eleitoral”, declarou.

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