Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revela que o trabalho adicional tornou-se uma ferramenta estratégica de sobrevivência financeira no Brasil. Segundo o levantamento, 28% das pessoas que exercem alguma atividade extra utilizam esses recursos especificamente para negociar dívidas e reduzir pendências. A busca por esse reforço no orçamento atende a diferentes necessidades: 46% dos entrevistados usam o valor para complementar o salário, enquanto 26% o destinam ao pagamento de contas básicas, como luz e água.
No Nordeste, o comportamento segue a tendência nacional com nuances regionais. Cerca de 25% dos nordestinos utilizam o ganho adicional para sair da inadimplência, enquanto 26% focam na complementação da renda mensal e 24% priorizam as despesas essenciais do dia a dia. Entre as atividades mais comuns para gerar esse fôlego financeiro estão a venda de produtos, a prestação de serviços diversos e o artesanato, opções que oferecem a flexibilidade necessária para conciliar com o emprego principal.
O impacto no bolso é significativo. Para 54% dos brasileiros, as atividades extras aumentam o rendimento mensal em até 20%. No entanto, é em períodos festivos que o salto financeiro impressiona. No último Carnaval, 31% dos trabalhadores aproveitaram a data para lucrar mais e, deste grupo, 69% conseguiram elevar seus ganhos em até 50%. No Nordeste, essa veia empreendedora em datas comemorativas foi ainda mais forte: 34% dos moradores da região buscaram renda extra na folia, com 71% deles registrando um incremento de até metade do seu orçamento habitual.
A pesquisa destaca que o trabalho temporário não é apenas uma exceção, mas uma prática consolidada, já que 41% dos brasileiros afirmam aproveitar sempre datas como Natal e Carnaval para ampliar as finanças. Para os especialistas da Serasa, esses dados reforçam que a renda extra deixou de ser apenas um “bico” para se tornar um pilar fundamental da estabilidade e da autonomia financeira de milhões de famílias.


