Trabalhadores da educação de Pernambuco anunciam paralisação para a próxima terça-feira (10)

Os trabalhadores da educação da rede estadual de Pernambuco anunciaram, nesta quinta-feira (5), uma paralisação das atividades agendada para a próxima terça-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), realizada após uma passeata em frente à Assembleia Legislativa (Alepe), no centro do Recife. Além da […]

Os trabalhadores da educação da rede estadual de Pernambuco anunciaram, nesta quinta-feira (5), uma paralisação das atividades agendada para a próxima terça-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), realizada após uma passeata em frente à Assembleia Legislativa (Alepe), no centro do Recife. Além da interrupção das aulas na terça, a categoria planeja realizar protestos em frente às escolas na quinta-feira (12), como parte da mobilização da Campanha Salarial Educacional 2026. A presidenta do sindicato, Ivete Caetano, criticou a falta de propostas concretas do Governo do Estado após um mês da entrega da pauta de reivindicações.

O foco central da negociação deste ano é a atualização do Piso Salarial do Magistério, que, seguindo a nova Medida Provisória n. 1.334/2026, foi reajustado em 5,4%, elevando o valor para R$ 5.130,63 (jornada de 40h). O Sintepe exige que esse mesmo percentual seja aplicado de forma linear a todos os profissionais que já recebem acima do piso, garantindo a repercussão em toda a carreira conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Outras demandas incluem a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) e a possibilidade de flexibilização da jornada de trabalho para analistas, assistentes e auxiliares administrativos, além de cobranças por novos concursos públicos e gratificações.

A mobilização também pretende denunciar problemas estruturais graves nas unidades de ensino. Segundo o sindicato, diversas escolas sofrem com redes elétricas precárias, falta de climatização, reformas atrasadas e merenda escolar de baixa qualidade. O ato do dia 12 servirá como um alerta para a necessidade de investimentos urgentes na infraestrutura física das escolas estaduais, visando melhores condições de trabalho para os servidores e um ambiente adequado de aprendizado para os estudantes.

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