O prefeito do Recife, João Campos (PSB), presidente nacional da legenda, se posicionou nesta quinta-feira (12) sobre a filiação do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, ao MDB. Com a saída de Álvaro do PSDB, os tucanos retornaram à base da governadora Raquel Lyra (PSD). Além disso, ele é cotado para ser o vice de João Campos (PSB) na disputa ao governo de Pernambuco.
“É um movimento importante, a consolidação de um partido político como o MDB. Um partido que tem grandes figuras. Eu queria aqui destacar o papel de Raul Henry (presidente) e de Paulo Roberto (prefeito de Vitória de Santo Antão), que são grandes parceiros, grandes figuras humanas e figuras públicas. São dois amigos que eu construí, que vem tocando o partido com muita maestria. E receber o presidente Álvaro dá uma dimensão ainda maior ao partido e mostra o respeito que a gente tem com o MDB”, disse João após o corte de bolo de aniversário de 489 anos da capital pernambucana.
PDT e Marília Arraes
Entre os movimentos mais recentes da política estadual, informações de bastidor sugerem que a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, que migra do Solidariedade (SD) para o PDT, possa estar na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Ambas disputaram o Palácio do Campo das Princesas em 2022.
Comentando sobre a afirmação de que tanto o PDT quanto Marília Arraes teriam sido escanteados, o prefeito do Recife declarou que a informação não é verdade – e que se reunirá com o presidente do partido, Carlos Lupi (PDT), em Brasília.
“Eu tenho muito respeito pelo presidente Lupi. Estive com ele em uma conversa na semana passada, e não tem uma decisão tomada. Não é verdade essa informação. Eu já estou com encontro marcado com ele em Brasília. Falei com ele hoje ao telefone. Vamos tratar não só daqui de Pernambuco, mas a gente tem uma aliança próxima ao PDT no Brasil todo. E tem ajustes que a gente vai fazer. Não tem chapa montada, não tem chapa pronta, isso é um processo. Qualquer tipo de especulação é a especulação da política”, disse.
PP e Eduardo da Fonte
Ao longo da semana, ganhou força nos bastidores a informação de que o presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, pré-candidato ao Senado, estaria articulando a composição de chapa com o PSB. Segundo João Campos (PSB), ele está à disposição para ajudar na construção nacional de neutralidade da federação União Progressista (UP), que integra o Partido Progressistas (PP) e o União Brasil (UB). No entanto, não há definições.
A decisão marcaria um cisma com a base do governo Raquel Lyra, da qual o partido faz parte. Em resposta, o deputado Antônio Moraes (PP), um dos principais aliados da governadora, chegou a dizer ao Blog Ponto de Vista que deixaria o partido caso o movimento se confirmasse.
Reportagem – Lucas Arruda


