Uma organização criminosa suspeita de praticar sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica é alvo da Operação Reencarnação, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira/PE). A investigação aponta que o esquema causou prejuízo superior a R$ 145 milhões aos cofres públicos do estado. As ações ocorreram nas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, na Região Metropolitana.
De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a quadrilha atuava por meio da criação de empresas fictícias, principalmente no comércio de carne, utilizadas para gerar créditos fiscais inexistentes e reduzir ou evitar o pagamento de tributos. Para ocultar os verdadeiros responsáveis pelo esquema, os negócios eram registrados em nome de “testas de ferro”, pessoas que figuravam oficialmente como proprietárias, mas que não tinham controle real sobre as empresas.
Ainda segundo os investigadores, quando a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) identificava irregularidades e lavrava autos de infração contra as empresas, elas eram encerradas. Com isso, os débitos tributários permaneciam sem pagamento, já que os proprietários formais não tinham capacidade financeira para quitar as dívidas.
O Cira/PE, formado pelo MPPE, pela Secretaria de Defesa Social (SDS), pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pela Sefaz, atua na identificação de fraudes fiscais e na recuperação de recursos desviados. Mais detalhes sobre o número de presos, apreensões e o alcance da operação devem ser divulgados em coletiva de imprensa marcada para a manhã desta sexta-feira (13), no Centro do Recife.


