Duas pessoas foram detidas durante a Operação Reencarnação, realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (CIRA-PE).
A informação foi divulgada pelo promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Carlos Eugênio Rego Barros, durante uma coletiva de imprensa.
A investigação teve como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar na prática de crimes contra a ordem tributária, além de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Segundo os dados apresentados, a operação identificou 45 empresas fictícias e resultou na lavratura de 143 autos de infração.
O esquema fraudulento teria causado um prejuízo superior a R$ 154 milhões aos cofres públicos de Pernambuco.
Durante a ação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, contra um homem e uma mulher. De acordo com as investigações, o grupo criava empresas de fachada no setor de comércio de carnes para driblar a fiscalização tributária.
Essas empresas existiam apenas formalmente, sendo registradas em nome de “laranjas”, com o objetivo de reduzir ou evitar o pagamento de impostos e dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo esquema.
Quando a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) detectava as irregularidades e aplicava os autos de infração, as empresas eram encerradas.
Com isso, os débitos fiscais permaneciam sem pagamento, já que os proprietários formais não tinham condições de arcar com as dívidas. O CIRA-PE atua como uma força-tarefa formada por diferentes instituições, voltada à recuperação de recursos desviados do Estado por meio da sonegação fiscal, e é presidido pelo procurador-geral de Justiça José Paulo Xavier.


