Em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, o deputado estadual Antônio Moraes (PP) reafirmou sua fidelidade política à governadora Raquel Lyra (PSD) e deixou claro que não pretende apoiar um eventual palanque adversário nas eleições.
Segundo Moraes, sua posição é baseada na relação política construída com a governadora e nos investimentos realizados pelo governo estadual em sua base eleitoral, especialmente na região da Mata Norte. O parlamentar destacou que diversas obras de infraestrutura foram executadas na região, incluindo a recuperação de rodovias e outras ações em áreas estratégicas.
O deputado também ressaltou que não fala oficialmente em nome do partido, papel que cabe ao presidente estadual da sigla, o deputado federal Eduardo da Fonte. Ainda assim, fez questão de enfatizar que sua decisão pessoal já está tomada.
“Eu não tenho a mínima condição de votar contra a governadora Raquel Lyra. Na minha região, ela fez muitas obras, resolveu problemas crônicos de rodovias que nós tínhamos na Mata Norte. Então, não tenho nenhuma condição de votar contra Raquel”, afirmou.
Moraes acrescentou que não faz política pensando apenas em conveniências eleitorais e criticou a possibilidade de mudar de posição às vésperas da eleição. Embora tenha dito que não tem nada contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reforçou que não abrirá mão de sua posição.
“Não faço política para ficar no governo e, quando chega a eleição, ir para João Campos. Não tenho nada contra João, pessoalmente, mas minha posição é essa”, declarou.
O parlamentar ainda afirmou que continuará alinhado com o grupo político liderado por Eduardo da Fonte e pelo deputado federal Lula da Fonte nas dobradinhas eleitorais em sua base. Caso Eduardo dispute o Senado, Moraes disse que pretende dialogar e contribuir com o projeto.
Apesar disso, reforçou que a disputa pelo Governo do Estado é, para ele, um ponto inegociável. “Governador é inegociável. Eu não abro nada. Porque acho que isso acabaria inclusive com a minha personalidade como político. Não seria correto com a governadora”, concluiu.


