A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) indiciou o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) por injúria qualificada e difamação contra o também parlamentar Chico Kiko (PSB). O episódio que levou ao indiciamento se refere ao gesto de “chifre” feito por Eduardo Moura (NOVO) no colega, durante a sessão na Câmara do Recife do dia 10 de fevereiro. O ato, filmado e reproduzido nas redes sociais, se estendeu à honra da esposa de Chico Kiko (PSB), Maria José da Silva, conforme o inquérito.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. No inquérito, sob a responsabilidade do delegado Mário Melo, titular da delegacia de Boa Viagem, consta que o vereador Eduardo Moura (NOVO) confessou ter feito o gesto. Porém, durante depoimento, ele também disse ter se retratado com Chico Kiko (PSB) logo após tomar conhecimento de que o ato o ofendeu de forma privada e pública.
O vereador do PSB afirmou, em depoimento, que o gesto do “chifre” é conhecido como um ato para indicar que alguém foi traído. No inquérito também é considerado que a ampla divulgação das imagens nas redes sociais e na imprensa provocam dano à honra e a reputação, abalo psicológico, constrangimento, vergonha e humilhação.
Além do âmbito policial, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara do Recife também abriu um processo administrativo para investigar o caso, após o presidente do colegiado, Carlos Muniz (PSB), indicar a viabilidade do processo. A comissão se reúne nesta quarta-feira (18) para deliberar sobre o assunto, às 14h.
Por meio de nota, o vereador Eduardo Moura disse não ter recebido comunicado oficial da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) sobre o indiciamento. Ele ainda apota estar sendo vítima de perseguição política, na tentativa de manchar sua imagem e descredibilizar as denúncias feitas contra a gestão do prefeito João Campos (PSB). O líder do governo na Câmara, vereador Samuel Salazar (MDB), negou que haja perseguição política contra o parlamentar.
Após o indiciamento, o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que decidirá se oferece denúncia contra o parlamentar à Justiça ou se arquiva o caso.


