Sintepe cobra protocolos de segurança e rede de proteção após ataque em escola de Barreiros

Sindicato visitou unidade de ensino e defendeu que violência não seja tratada como fato isolado; aulas devem ser retomadas nesta quarta (18)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) esteve presente na Escola de Referência em Ensino Fundamental (EREF) Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, nesta segunda-feira (16). A visita teve como objetivo prestar solidariedade à comunidade escolar e acompanhar os desdobramentos do ataque a faca que deixou três estudantes feridas.

A visita teve como objetivo prestar solidariedade à comunidade escolar e acompanhar os desdobramentos do ataque a faca que deixou três estudantes feridas. Foto: Reprodução / Sintepe

Em posicionamento oficial, o sindicato afirmou que o episódio não deve ser encarado como um fato isolado, mas como um reflexo da necessidade urgente de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da cultura do ódio e da misoginia.

“O que choca todo mundo é porque esse adolescente não tem registros de comportamento violento durante os quatro anos na escola, assim como não tem também, segundo a escola, registros oficiais de que ele tenha sofrido bullying. Não existe uma rede de política pública integrada que cuide da vida e da educação, da saúde e do direito à dignidade das nossas crianças.”, afirmou Ivete Caetano, presidente do Sintepe.

O Sintepe defende que o Governo do Estado implemente, de forma efetiva, um protocolo de prevenção à violência nas unidades de ensino e que a rede de proteção à infância e juventude funcione plenamente.

“A culpa é do sistema que não funciona para garantir a vida e a dignidade e o direito das nossas crianças e adolescentes. Nos países em que se reduziu a violência, principalmente contra crianças e adolescentes, foram os países que investiram fortemente em saúde, em educação, em cultura, em esporte e assistência social. Precisa existir um conjunto de políticas públicas para que a gente não tenha mais tragédias aqui em Pernambuco.”, concluiu Ivete.

A entidade reforçou que a responsabilidade pela segurança e pelo bem-estar dos jovens não deve recair exclusivamente sobre a escola, mas sim sobre um esforço conjunto do poder público. Enquanto as aulas seguem suspensas nesta terça-feira (17) para acolhimento e organização interna, a previsão é que as atividades escolares sejam normalizadas nesta quarta-feira (18).

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