A Polícia Civil do Tocantins realizou a Operação Última Etapa, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco-TO). A ação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de fraudar concursos públicos em quatro estados, incluindo Pernambuco, além do Distrito Federal.
Com o apoio das polícias Civil e Militar de Pernambuco, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no município de Serra Talhada, no Sertão do estado.
O delegado Afonso Lyra, diretor da DRACCO-TO e responsável pelas investigações, acompanhou a operação em Pernambuco e, durante coletiva de imprensa, detalhou o funcionamento do grupo, que se especializou em fraudes por meio da contratação de “concurseiros profissionais” para realizar provas no lugar dos candidatos.
Também houve cumprimento de ordens judiciais nos estados da Paraíba, Pará e Goiás, além do Distrito Federal. Segundo as investigações, o esquema consistia na substituição de candidatos inscritos por terceiros, chamados de “pilotos”, que faziam as provas em troca de pagamento.
Entre os alvos de prisão, estão cinco candidatos suspeitos de contratar os serviços da organização criminosa. Outros três investigados seriam integrantes do grupo e responsáveis por realizar os exames no lugar dos verdadeiros candidatos.
De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, um dos envolvidos atua como agente socioeducativo no Distrito Federal, outro é policial rodoviário federal lotado em Marabá, no Pará, e o terceiro é um ex-policial militar da Paraíba, atualmente desligado da corporação por envolvimento em outros crimes.
As apurações começaram após o compartilhamento de informações pela Polícia Militar do Tocantins, por meio da comissão organizadora do concurso e da Corregedoria da PM, que identificaram indícios de irregularidades no processo seletivo.
Desde então, houve atuação conjunta entre as forças de segurança, com troca de informações, análises técnicas e apoio institucional, o que contribuiu para o avanço das investigações.


