A mãe e o avô das crianças que morreram carbonizadas em um incêndio no Conjunto Residencial Ignêz Andreazza, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, receberam alta do Hospital da Restauração (HR), no Derby. Segundo a unidade, Antônio Lira, de 78 anos, e Polianna de Paula, de 44 anos, foram liberados do HR a pedido. Na quinta (19), poucas horas após o ocorrido, o pai dos meninos, Rodrigo Lira, de 39 anos, já havia recebido alta. Ele sofreu queimaduras nos dedos das mãos.
Por volta das 3h30 da quinta-feira (19), o fogo teve origem próximo a porta de um dos três quartos do apartamento 204, no bloco 342 do residencial. As crianças, Rodrigo Lira Júnior, de 11 anos, e Antônio Emanuel, de 9 anos, tentaram escapar das chamas por uma das janelas do apartamento, mas acabaram ficando presos às grades. Outra criança, de cinco anos, filha do casal, também estava no apartamento no momento do incêndio, mas não se feriu. Inicialmente, ela ficou sob os cuidados de vizinhos.
Para a CBN Recife, um amigo da família, que preferiu não se identificar, contou que as crianças dormiam com o avô, enquanto que os pais estavam em um outro quarto, com a filha pequena. Um lençol branco foi colocado na janela em que os meninos tentaram acessar para escapar do fogo. Após vistoria, a Defesa Civil do Recife decidiu interditar dois apartamentos do edifício, incluindo o que foi atingido pelas chamas. A interdição dura até que sejam feitos os serviços de recuperação, com acompanhamento de um profissional habilitado.
O subsíndico do residencial, Jadson Almeida, conversou com a CBN Recife e contou sobre a situação do apartamento, onde muitos materiais foram encontrados e podem ter contribuído para que as chamas se alastrassem.
“(O morador) era um tipo de acumulador. Ele trabalhava com eletrônicos, e isso dificultou o acesso ao apartamento onde estavam as duas vítimas. Então, começamos o combate ao incêndio até a chegada do Corpo de Bombeiros, que aproximadamente em dez minutos chegaram. Graças à nossa equipe não houve um transtorno maior. Conseguimos confinar o incêndio só em um apartamento, mas a princípio, o fogo começou dentro do quarto das crianças”, disse.
As causas do incêndio são investigadas pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) por meio da Delegacia de Afogados. Por meio de nota, o Conjunto Residencial Ignêz Andreazza disse que está colaborando com as investigações.


