A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) abriu uma investigação preliminar para apurar a conduta do delegado Diogo Gonçalves Bem, suspeito de ter pago a uma quadrilha para fraudar a primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF), o ato teria beneficiado a sua esposa, Lariça Saraiva, que passou em primeiro lugar para o cargo de auditora-fiscal no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A pasta não se pronunciou sobre o caso.
A investigação foi exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (22), a partir do acesso a uma representação feita pela PF à Justiça Federal na Paraíba. O delegado e a esposa foram delatados por um dos integrantes da organização criminosa. Um outro ponto que chamou a atenção dos agentes foi a discrepância nas notas obtidas por Lariça nas duas fases do certame – indicando possibilidade de repasse de informações na primeira prova.
No último dia 17 de março, a Polícia Federal (PF) deflagrou a “Operação Concorrência Simulada”, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em cidades da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas. O esquema era liderado por uma família natural de Patos, no Sertão paraibano. Para aprovação nos certames, a cobrança chegava a até R$ 500 mil.
Entre os métodos para burlar os concursos, a quadrilha utilizava dublês, pontos eletrônicos e comunicação em tempo real durante a realização das provas. Além do delegado lotado em Pernambuco, também são investigados o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, e dois policiais civis que integram os quadros da corporação alagoana.
Por meio de nota encaminhada à CBN Recife quanto ao delegado Diogo Gonçalves Bem, todas as informações estão sendo verificadas pela Investigação Preliminar aberta, “assim como estão sendo coletados os subsídios necessários à análise e aferição de eventuais condutas irregulares do servidor”, finaliza o texto.


