Um período marcado por silêncio interior e expectativa. A Semana Santa, que antecede o Domingo de Páscoa, representa um dos momentos mais importantes para os católicos – indo além das crenças e das comidas tradicionais. Desde a Quarta-feira de Cinzas, em fevereiro, a liturgia da Igreja Católica convida os fiéis a refletirem sobre os últimos momentos de Jesus Cristo em atos e ensinamentos.
O padre Fábio Paz, pároco da Paróquia do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, fala sobre a simbologia do período. “A Semana Santa, que começou no último domingo (29), o Domingo de Ramos, marca, de fato, a entrada de Jesus em Jerusalém para sofrer a Paixão. Para dar a grande prova de amor por nós. Então, é recordar os últimos momentos da vida de Jesus, que vai instituir a Eucaristia com aquele gesto do lava pés, vai fazer os anúncios, vai deixar o legado. E deixa o único mandamento: ‘que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei’, de fato”, diz.
Para os católicos, a Sexta-feira Santa é dia de silêncio, jejum e contemplação da morte de Jesus, depois de ter sido traído e condenado à crucificação. Na Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR), a Celebração da Paixão do Senhor ocorre às 15h, na Catedral da Sé, em Olinda, com a presença do arcebispo Dom Paulo Jackson. As paróquias espalhadas pela região também cumprem o rito.
Já o Sábado Santo é marcado pela expectativa para Vigília Pascal: a mais importante celebração da Igreja, que anuncia a ressurreição de Jesus. Cada igreja realiza a vigília em um horário específico. Na Matriz do Sagrado Coração Eucarístico de Jesus, no Espinheiro, será às 18h.
E no Domingo de Páscoa, a Igreja Católica celebra a vitória de Jesus sobre a morte. Haverá Missa na Catedral da Sé de Olinda, com o arcebispo Dom Paulo Jackson, às 9h, além das demais paróquias da AOR. O padre Fábio Paz reforça que, sobretudo, a Páscoa convida os fiéis a levarem ao mundo a mensagem de esperança e renovação.
“É claro que, para que tudo isso aconteça, eu preciso passar por um processo contínuo de conversão. O apelo de conversão e de salvação, ele continua depois da Páscoa. É uma luta constante. A Quaresma é um símbolo. A vida inteira eu preciso lutar para ser uma pessoa melhor, para viver o Evangelho na prática”, finalizou.


