A Defesa Civil do Recife deu início, nesta quarta-feira (8), a uma ação emergencial para retirar moradores e seus pertences de um casarão e de imóveis vizinhos, localizados na comunidade do Pilar, na região central da capital.
A iniciativa foi adotada após o desabamento de parte da edificação, que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras duas feridas, além da constatação de risco elevado de novos desmoronamentos.
Por meio de nota, a assessoria de comunicação do Hospital da Restauração (HR) informou que “que a mulher segue internada, estável, consciente e orientada”, enquanto o homem “foi transferido do HR para o Hospital Alfa, segue com quadro de saúde estável”.
Após o ocorrido, equipes técnicas da Defesa Civil realizaram vistoria e classificaram o local como de risco muito alto, determinando a evacuação imediata do casarão e das construções ao redor.
Para viabilizar a saída das famílias, a Prefeitura do Recife organizou uma operação com caminhões, equipes de apoio e um espaço destinado ao armazenamento dos pertences dos moradores. A retirada está sendo feita com acompanhamento técnico, priorizando a segurança e avaliando os pontos mais críticos da estrutura.
A ação também inclui moradores que estavam abrigados temporariamente em uma creche próxima, utilizada como suporte após o desabamento. Essas pessoas estão sendo encaminhadas para uma unidade institucional do município, enquanto outras procuram alternativas por conta própria, como residências de familiares ou aluguel na própria comunidade.
Desde o acidente, a Defesa Civil identificou 33 responsáveis por imóveis na área, entre moradores e comerciantes, além de um total de 34 edificações. O levantamento inclui pessoas que não estavam no local no momento do desabamento e foram localizadas posteriormente.
A retirada dos pertences ocorre de forma controlada, com avaliação prévia de cada área. Nos trechos considerados mais perigosos, está autorizada apenas a remoção de itens essenciais e de maior valor.
Todos os imóveis foram interditados, tanto no casarão quanto no entorno. Após a conclusão da desocupação, o local será isolado como medida preventiva para evitar novos incidentes.
Ainda não há definição sobre a demolição da estrutura, já que o imóvel é privado e o caso está sendo analisado pela Justiça. Até que haja uma decisão, as ações do poder público seguem voltadas à proteção dos moradores e à prevenção de novos desabamentos.
A orientação da Defesa Civil é que ninguém permaneça na área devido ao risco existente.


