Inflação no Grande Recife é a terceira maior do país e supera média nacional

Com alta acumulada de 4,58% em 12 meses, região sofre impacto principalmente dos aumentos nos transportes e na alimentação

A Região Metropolitana do Recife registrou a terceira maior inflação acumulada do Brasil nos últimos 12 meses, atingindo a marca de 4,58%. O dado do IPCA coloca a capital pernambucana e cidades vizinhas atrás apenas de Fortaleza e São Paulo, superando a média nacional de 4,14%. Somente no mês de março de 2026, o índice subiu 1,1%, impulsionado pelo custo de vida mais caro para o consumidor local, que já enfrenta uma alta acumulada de 2,13% desde o início do ano.

O principal vilão do orçamento no mês foi o grupo de transportes, que disparou 3,22% devido ao aumento nos combustíveis e nas tarifas de transporte público. Logo em seguida, os alimentos e bebidas registraram alta de 1,43%, exercendo uma pressão significativa nas finanças das famílias por ser o segmento de maior peso no consumo diário. Outros setores, como vestuário e despesas pessoais, também ficaram mais caros, acompanhando a tendência de elevação generalizada dos preços na região.

Por outro lado, o setor de habitação deu um leve alívio com queda de 0,35%, puxado pela redução nas contas de luz e produtos de limpeza, enquanto os serviços de comunicação também ficaram ligeiramente mais baratos. Para as famílias de baixa renda, medidas pelo INPC, a inflação mensal foi de 1,01%, confirmando que os custos básicos de deslocamento e comida continuam sendo os maiores desafios para quem ganha menos e depende de itens essenciais.

Os dados servem de alerta para o planejamento financeiro do pernambucano, já que o Recife segue com índices sistematicamente acima da média do Brasil. O próximo balanço do IPCA, que trará o comportamento dos preços durante o mês de abril, tem divulgação marcada para o dia 12 de maio.

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