Coluna da terça | No ritmo do calendário eleitoral

Enquanto parte do meio político pressiona por definições imediatas, o deputado Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista, adota outro compasso. Segundo ele, não há motivo para atropelo. A orientação é seguir rigorosamente o calendário do Tribunal Superior Eleitoral — o mesmo, afirma, que norteia o planejamento interno do seu partido. O cronograma apontado […]
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Enquanto parte do meio político pressiona por definições imediatas, o deputado Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista, adota outro compasso. Segundo ele, não há motivo para atropelo. A orientação é seguir rigorosamente o calendário do Tribunal Superior Eleitoral — o mesmo, afirma, que norteia o planejamento interno do seu partido.

O cronograma apontado por Da Fonte começa em 4 de abril, quando se fecha a janela partidária e o prazo final para filiação; em 15 de agosto inicia oficialmente a campanha; e em 4 de outubro o eleitor vai às urnas. “Não podemos decidir com quem poderá não estar conosco após o prazo de filiação. Essa será uma decisão ampla dentro da federação”, disse.

É aí que mora a incoerência do discurso generalizado de que “há tempo”. Há prazo legal, mas o tempo político é outro. Alianças, federações e composições proporcionais exigem engenharia prévia. Ninguém monta palanque em agosto.

Eduardo da Fonte diz que seguirá à risca o calendário. A postura transmite estratégia. Ao mesmo tempo, o relógio institucional corre e impõe limites objetivos, sobretudo na montagem da chapa proporcional.

Na prática, a mensagem é dupla: não há pressa pública, mas há planejamento interno. Em política, muitas vezes o que parece espera é apenas organização silenciosa. O calendário é oficial. A corrida, no entanto, já começou.

VOTO E NEUTRALIDADE – A sinalização de que Raquel Lyra votará em Lula neste ano repercutiu nos bastidores e se soma à neutralidade do presidente em Pernambuco, revelada pela coluna Painel. O movimento é visto como estratégico e pode ter como reflexo a possível ausência de Lula no carnaval do estado.

EM BRASÍLIA – O prefeito de Aliança e vice-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas, cumpre agenda intensa na capital federal para afinar definições e formalizar convites para o Congresso dos Municípios Pernambucanos, que será realizado no próximo mês de abril.

FRASE DO DIA – “Não estou dando prazo. Estou cumprindo os que já estão estabelecidos pela Justiça Eleitoral, que, por coincidência, é o mesmo do nosso planejamento”, disse o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista, à coluna.

RÁPIDAS

PÉ DO OUVIDO – O prefeito do Recife, João Campos, terá novo encontro reservado com o presidente Lula, em Brasília. A reunião, segundo interlocutores, ocorrerá de forma discreta e tem o cenário eleitoral como prato principal.

TEBET NO MDB – Segundo fonte do Planalto, Lula pediu que Simone Tebet permanecesse no MDB e não migrasse para o PSB, como chegou a ser cogitado. A ministra é considerada uma das possibilidades para compor a chapa presidencial neste ano.

DUAS VAGAS – A governadora Raquel Lyra colocou à disposição da Federação União Progressista as duas vagas ao Senado, em movimento estratégico que mira diretamente o jogo com Miguel Coelho e Eduardo da Fonte e amplia o poder de negociação da federação.

PINGAFOGO: Como será a chapa de Raquel?

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