
A Polícia Civil confirmou que um dos suspeitos de matar a menina Yasmin Pereira da Silva, de 7 anos, admitiu ter cometido o crime e permanece preso.
De acordo com a corporação, o suspeito é um homem de 38 anos conhecido pelo apelido de “Tripa”, detido inicialmente no dia 9 de outubro. No mesmo dia em que o corpo da criança foi encontrado, três adolescentes e um adulto — cujos nomes não foram divulgados — foram levados à Delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Segundo o assistente de acusação da família de Yasmin, o advogado Cláudio Soares, durante as buscas na zona rural de Carnaíba, o suspeito teria participado ativamente das mobilizações com moradores e também comparecido ao velório da menina.
No primeiro momento, quando foi preso, “Tripa” negou qualquer envolvimento no homicídio. Ele permaneceu, entretanto, detido por responder a outros delitos, conforme explicou o advogado.
Cláudio Soares afirmou ainda que o laudo do Instituto Criminalística (IC) constatou que Yasmin foi vítima de violência sexual.
A Polícia Civil informou que o inquérito está na etapa final e que novas informações serão divulgadas assim que possível. Yasmin Pereira desapareceu no dia 5 de outubro, em uma área de vegetação no distrito de Ibitiranga, em Carnaíba, no Sertão pernambucano. Imagens de câmeras de segurança da rua onde morava registraram a menina brincando na tarde daquele domingo, ainda usando o uniforme escolar.
Moradores relataram que ela foi vista pela última vez em um evento de som automotivo. As buscas começaram naquela noite, realizadas por familiares, amigos e vizinhos.
Na manhã seguinte, dia 6 de outubro, as buscas foram retomadas com apoio da Polícia Militar (PM). Durante o dia, o corpo da criança foi encontrado em meio ao matagal. Na mesma data, a PM levou quatro suspeitos à delegacia para investigação do crime.
Segundo a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), esses suspeitos eram um homem adulto e três adolescentes, que não tiveram suas identidades divulgadas.
O corpo de Yasmin foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou que está acompanhando o caso. A Promotoria de Justiça de Carnaíba, entretanto, afirmou que, por se tratar de investigação sigilosa, ainda não pode divulgar detalhes adicionais.


