Pernambuco registra queda de 8,8% na taxa de desemprego, aponta PNAD Contínua; entenda

Informalidade no Estado atinge 47,8% dos trabalhadores pernambucanos

Em Pernambuco, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – do quarto trimestre de 2025 apontou que a força de trabalho somou 4,133 milhões de pessoas, registrando leve queda em relação ao trimestre anterior e retração mais acentuada na comparação anual. Parte dessa redução ocorreu devido ao aumento do número de pessoas fora da força de trabalho, que chegou a 3,559 milhões. Ainda assim, o número de ocupados cresceu no trimestre, enquanto o total de desocupados caiu para 366 mil, fazendo a taxa de desemprego recuar para 8,8%, a terceira maior do país no período.

No estado, também houve melhora em indicadores ligados à qualidade da inserção no mercado. A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas diminuiu, alcançando 277 mil pessoas, e a taxa composta de subutilização recuou para 21,9%, refletindo queda tanto no trimestre quanto na comparação anual. Apesar disso, Pernambuco ainda contabiliza 208 mil pessoas em situação de desalento e 981 mil na condição de subutilização da força de trabalho, mostrando que ainda há espaço para avanços.

Em relação aos rendimentos, o valor médio real habitual ficou em R$ 2.728,00, sem variações estatisticamente significativas no trimestre ou no ano. A informalidade atingiu 47,8% dos trabalhadores pernambucanos — a nona maior taxa do Brasil — percentual acima da média nacional, embora abaixo da média do Nordeste. Mesmo elevada, a taxa vem apresentando trajetória de queda desde 2022, retornando ao patamar pré-pandemia no estado.

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