Instituto Fogo Cruzado registra recordes de violência armada na RMR; entenda

Os recordes são nos números de crianças e adolescentes baleados e de vítimas de bala perdida durante todo o ano de 2025

O Relatório Anual referente ao ano de 2025, realizado pelo Instituto Fogo Cruzado, registrou o maior número de crianças e adolescentes baleados desde o início da série histórica, em 2019. No total, houve 148 registros. Ao longo do ano, 16 crianças, de até 11 anos de idade, foram atingidas por disparos de arma de fogo, e quatro delas morreram. Já entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 132 foram baleados e 93 morreram.

Confira o comparativo da violência armada contra crianças e adolescentes:

2019: 119 registros de crianças e adolescentes baleados
2020: 104 registros de crianças e adolescentes baleados
2021: 116 registros de crianças e adolescentes baleados
2022: 131 registros de crianças e adolescentes baleados
2023: 118 registros de crianças e adolescentes baleados
2024: 147 registros de crianças e adolescentes baleados
2025: 148 registros de crianças e adolescentes baleados

Apesar de 96% dos atingidos nessa faixa etária terem sido vítimas de ataques diretos, ou seja, homicídios, o levantamento também apontou um aumento expressivo nos tiroteios entre grupos armados na região. Foram contabilizados 46 ocorrências, um crescimento de 650% em relação ao ano anterior.

O Instituto Fogo Cruzado ainda destacou a alta na quantidade de vítimas de balas perdidas. De acordo com o relatório, ao menos 72 pessoas foram atingidas, das quais oito morreram, enquanto 64 ficaram feridas. O número representa um aumento de 47% em relação a 2024, além de também atingir um recorde na série histórica.

Confira o comparativo de vítimas de bala perdida:

2019: 30 vítimas – 5 mortas e 25 feridas
2020: 51 vítimas – 5 mortas e 46 feridas
2021: 28 vítimas – 1 morta e 27 feridas
2022: 67 vítimas – 10 mortas e 57 feridas
2023: 47 vítimas – 7 mortas e 40 feridas
2024: 49 vítimas – 7 mortas e 42 feridas
2025: 72 vítimas – 8 mortas e 64 feridas

Entre os municípios do Grande Recife, a capital liderou o número de tiroteios mapeados com 38% dos registros. Ao todo, foram 561 casos registrados. Na sequência aparecem Jaboatão dos Guararapes, com 228 ocorrências; Cabo de Santo Agostinho, com 146; Olinda, com 123; e Paulista, com 95 tiroteios no período.

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