Renato Antunes: “Câmara funcionava como puxadinho da prefeitura”

Diante da repercussão na Alepe, nesta segunda (2), sobre a oposição na Câmara do Recife ter conseguido o número mínimo de votos para protocolar a CPI por suposta fraude em concurso público, o deputado Renato Antunes (NOVO) foi categórico ao afirmar que a Casa de José Mariano “deixou de ser um puxadinho da prefeitura”. “A […]

Diante da repercussão na Alepe, nesta segunda (2), sobre a oposição na Câmara do Recife ter conseguido o número mínimo de votos para protocolar a CPI por suposta fraude em concurso público, o deputado Renato Antunes (NOVO) foi categórico ao afirmar que a Casa de José Mariano “deixou de ser um puxadinho da prefeitura”.

“A impressão que a gente tem é que (a Câmara do Recife) funcionava como puxadinho da prefeitura. Embora os poderes sejam autônomos e independentes, o que se via era que tudo que o prefeito queria passava com facilidade. Inclusive, a oposição era esmagada. E o que se vê hoje, de fato, é que diante da atual situação com o prefeito, na forma como ele governa, a oposição reagiu. E não apenas a oposição, mas membros que não eram da oposição, que são da base. Então, eu vejo que hoje a Câmara começa a ganhar um pouquinho de autonomia. Isso é importante, porque governar sem oposição é um perigo. E você ter o contraditório sempre é bom e fortalece a democracia”, disse.

O parlamentar parabenizou a decisão de Osmar Ricardo (PT), último parlamentar a assinar a CPI.

“Eu tenho muitas divergência com o Partido dos Trabalhadores (PT), mas quando um partido acerta, a gente tem que também, de certa forma, dar os louvores. E não foi nem o PT. Foi uma atitude única, pessoal, do vereador Osmar Ricardo, que tem uma base no funcionalismo público e que reconhece: o que o prefeito João Campos (PSB) supostamente cometeu merece ser investigado”, disse.

Antunes finalizou cobrando um posicionamento das vereadoras Liana Cirne e Kari Santos, que integram a base do PT na Câmara.

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