O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (CIRA/PE) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Reencarnação, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida em crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As investigações apontam que o esquema, que atuava principalmente no setor de comércio de carnes, causou um prejuízo estimado em mais de R$ 145 milhões ao erário estadual. A força-tarefa, composta pelo Ministério Público (MPPE), Secretaria da Fazenda (Sefaz/PE), Secretaria de Defesa Social e Procuradoria Geral do Estado, cumpriu mandados em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe.
De acordo com o MPPE, a fraude consistia na criação de empresas “fantasmas” em nome de laranjas ou testas de ferro para gerar créditos fiscais inexistentes e praticar a sonegação de forma reiterada. Assim que a Secretaria da Fazenda detectava as irregularidades e lavrava os autos de infração, os criminosos simplesmente extinguiam as empresas e transferiam as operações para novas entidades fictícias. Como os proprietários formais não possuíam bens ou capacidade financeira, os débitos tributários permaneciam impagáveis, enquanto os verdadeiros beneficiários do esquema ocultavam o patrimônio desviado.
O Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, ressaltou que esse tipo de crime fere a livre concorrência ao dar uma vantagem ilícita ao sonegador frente aos empresários que cumprem a lei. Além do impacto no mercado, a sonegação retira recursos fundamentais que deveriam custear serviços como saúde, educação e segurança. Detalhes adicionais sobre as prisões efetuadas e os próximos passos da investigação serão apresentados em uma coletiva de imprensa agendada para esta sexta-feira (13).
Operação Reencarnação mira fraude de R$ 145 milhões contra os cofres de Pernambuco
CIRA/PE desarticula organização criminosa que utilizava empresas fictícias e "testas de ferro" para sonegação fiscal no Grande Recife
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