O prefeito do Recife, João Campos (PSB), assinou a ordem de serviço para construção da ponte que vai conectar os bairros de Casa Forte, na Zona Norte, e Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, nesta quinta (12). A ponte permitirá ligar a Avenida Recife à Avenida 17 de Agosto, passando pelas avenidas General San Martin e Caxangá.
A ponte, com 380m de extensão e 16m de altura, está orçada em R$ 210 milhões – custeada com recursos do município. O prazo de entrega é de 38 meses, com previsão de conclusão para maio de 2029. A obra faz parte de um pacote de intervenções na cidade, como detalha o presidente da Autarquia de Urbanização do Recife (URB).
“Dentro desse pacote tem a própria ponte Júlia Santiago (entre Areias e Imbiribeira), a ponte Engenheiro Jaime Gusmão (entre Iputinga e Monteiro), obras no Ibura, na Avenida Dois Rios, e também na II Perimetral, no bairro da Torre. Além disso, haverá uma requalificação do calçamento de várias ruas tanto do lado do Cordeiro quanto do lado de Santana e de Casa Forte”, detalhou.
De acordo com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), com a inauguração da ponte, em 38 meses, haverá uma redução de até 63% do tempo de deslocamento entre as zonas Norte e Oeste da capital, também com a possibilidade de criação de novas linhas de ônibus, ciclovia e área de convivência na região.
No entorno da nova ponte, que ainda não tem nome, há residências. E segundo o prefeito do Recife, o projeto de uma ponte estaiada, como a da Via Mangue, na Zona Sul do Recife, foi pensado para diminuir o número de famílias afetadas.
“Se ela não fosse nesse modelo, ela teria que ser muito mais alta, teria que desapropriar mais casas. Então, para reduzir o dano ambiental e para reduzir o impacto das pessoas que moram aqui no entorno, a gente optou por essa solução. A nossa orientação é tratar com todas as famílias que quiserem dialogar, e a prefeitura está à disposição. Nós vamos fazer avaliação de cada casa, fazer o pagamento. Se a família não concordar, ela pode recorrer, pode ser feita uma nova avaliação, pode ser judicializado. Mas não vamos deixar de fazer uma obra que vai beneficiar milhões de pessoas em virtude de uma ou outra pessoa”, disse.
Cerca de 150 casas serão desapropriadas, e de acordo com o presidente da URB, Luis Henrique Lira, às famílias serão oferecidas as opções de serem contempladas com uma unidade habitacional no novo conjunto Caiara 2, no bairro do Cordeiro, ou indenização pelo imóvel.
Reportagem – Lucas Arruda


