A Secretaria de Educação de Pernambuco diminuiu a inserção de alimentos processados e ultraprocessados nas refeições servidas aos estudantes da rede estadual de ensino. O percentual máximo, que anteriormente era de 15%, foi reduzido para 10% em 2026, após a atualização e adequação dos cardápios das escolas. A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à promoção de hábitos alimentares mais saudáveis entre os alunos.
A pasta também manteve a proibição da venda ou comercialização de produtos processados e ultraprocessados dentro das unidades escolares. As alterações seguem as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Em 2025, a Secretaria de Educação de Pernambuco destinou 40% dos recursos da alimentação escolar para a compra de produtos da agricultura familiar, superando o mínimo obrigatório de 30% estabelecido pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar. O investimento ultrapassou R$ 40 milhões, colocando o estado em posição favorável para atender à nova meta de 45% prevista a partir de 2026.
A política também resultou no aumento do número de agricultores participantes do programa. O total passou de 1.196 em 2024 para 3.389 em 2025. Além disso, foram realizados ajustes logísticos na distribuição dos alimentos, como a entrega quinzenal do mix caprino no Sertão, iniciativa que busca respeitar e valorizar os hábitos alimentares tradicionais da região.


