Comissão da Alepe aprova nome de Fernando Lyra para Arco Metropolitano do Recife

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (17), na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), os projetos de lei que denominam o futuro Arco Viário da Região Metropolitana do Recife como Ministro Fernando Lyra. As propostas são de autoria dos deputados Socorro Pimentel e Antônio Moraes. A obra, considerada estratégica para […]

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (17), na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), os projetos de lei que denominam o futuro Arco Viário da Região Metropolitana do Recife como Ministro Fernando Lyra. As propostas são de autoria dos deputados Socorro Pimentel e Antônio Moraes.

A obra, considerada estratégica para a mobilidade na Região Metropolitana do Recife, já teve intervenções iniciadas pela governadora Raquel Lyra.

Para Antônio Moraes, a homenagem reconhece a trajetória de um dos principais nomes da política pernambucana e nacional.

“Esta é uma homenagem muito importante que o Legislativo presta a um político sério, bem articulado e que pensava o Brasil como um todo. Um daqueles nomes que hoje em dia nos fazem falta. Homenageá-lo colocando seu nome no Arco Metropolitano, uma das obras mais importantes para o Estado, lhe faz absoluta justiça”, afirmou.

Já Socorro Pimentel destacou a relevância histórica do ex-ministro e sua contribuição para a democracia brasileira.

“Fernando Lyra teve uma atuação decisiva em momentos estratégicos da vida política brasileira, sempre pautado pelo diálogo, equilíbrio e construção de consensos. Associar seu nome a uma obra estruturadora como o Arco Metropolitano é uma forma de eternizar esse legado”, disse.

Fernando Lyra foi ministro da Justiça no governo José Sarney e teve longa trajetória parlamentar, com passagens como deputado estadual e seis mandatos como deputado federal. Atuou como uma das principais vozes na redemocratização do país e participou das articulações que garantiram a eleição de Tancredo Neves à Presidência da República, em 1985.

Também integrou a Assembleia Nacional Constituinte de 1988 e foi candidato a vice-presidente na chapa de Leonel Brizola em 1989. Seu último cargo público foi a presidência da Fundação Joaquim Nabuco, entre 2003 e 2011. Ele faleceu em fevereiro de 2013.

Com a aprovação na Comissão de Justiça, os projetos seguem agora para votação no plenário da Alepe, onde serão apreciados pelos deputados estaduais.

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