Pernambuco liderou os resultados da Operação Caatinga Resiste, sendo o estado com maior área inspecionada (2.752 hectares) e também com o maior número de hectares embargados (2.631). A ação reuniu Ministérios Públicos de nove estados e diversos órgãos de fiscalização ambiental. Segundo dados divulgados, o estado foi responsável por cerca de 39% de toda a área embargada na operação, além de acumular R$ 3,1 milhões em multas aplicadas.
Realizada em todo o país entre os dias 9 e 19 de março, a operação identificou 10.434 hectares de desmatamento ilegal no semiárido, sem autorização para retirada da vegetação. Como resultado, 6.673 hectares foram embargados e quase R$ 27 milhões em penalidades foram aplicados.
Durante a operação, também foram registradas outras infrações ambientais em diferentes estados, incluindo a apreensão de animais silvestres, extração irregular de areia e minério, uso indevido do fogo para desmatamento e exploração ilegal de madeira.
A Operação Caatinga Resiste é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e integra um projeto mais amplo com o mesmo nome. A ação contou com a participação de órgãos ambientais, Ministérios Públicos e forças de segurança de estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Inspirada na Operação Mata Atlântica em Pé, realizada nacionalmente desde 2017, a força-tarefa utiliza dados de alertas de desmatamento do MapBiomas, além do cruzamento com bases oficiais como o CAR, o Sinaflor e as ASVs, somados a fiscalizações presenciais e remotas.
Nos casos em que foram confirmadas irregularidades, o Ministério Público deverá adotar medidas judiciais e extrajudiciais para interromper os danos, garantir a recuperação ambiental e responsabilizar os envolvidos, inclusive pelos impactos climáticos causados pelo desmatamento.
Dados adicionais da operação em Pernambuco:
– 27 municípios fiscalizados, incluindo Araripina, Petrolina, Caruaru e Serra Talhada
– Maior área contínua de desmatamento: 210 hectares, registrada em Petrolina
– Maior multa aplicada: R$ 211 mil, também em Petrolina
– Infração mais comum: desmatamento de vegetação nativa para uso agrícola sem autorização
– Apreensões: 76 aves mantidas em cativeiro, além de máquinas, veículos, armadilhas, motosserra e armamentos


