Opinião | Projeto social ou projeto pessoal?

    Tradicionalmente e, infelizmente, a maior parte do eleitorado brasileiro escolhe seus representantes não pelo partido, mas pela pessoa. Fazendo com que o voto seja personalista e não programático. Sabendo da tradição, a maioria dos candidatos procura se filiar a um partido que lhe proporcione reais chances de vitória, mesmo que a sigla tenha,em seu conteúdo programático, ideais […]
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    Tradicionalmente e, infelizmente, a maior parte do eleitorado brasileiro escolhe seus representantes não pelo partido, mas pela pessoa. Fazendo com que o voto seja personalista e não programático. Sabendo da tradição, a maioria dos candidatos procura se filiar a um partido que lhe proporcione reais chances de vitória, mesmo que a sigla tenha,em seu conteúdo programático, ideais bem distantes do que aqueles em que o candidato acredita. Afinal, o importante é chegar ou permanecer no poder. Não é raro encontrarmos candidatos que sequer conhecem o conteúdo programático do partido a que se encontram filiados.

    Lamentavelmente, até chegar à data final da denominada janela partidária, muitos fatos acontecerão, entre os quais a montagem dos palanques. Possivelmente, adversários históricos estarão juntos, não pelo fato de corroborarem com as mesmas bandeiras, mas por causa dos projetos pessoais que predominam sobre os projetos sociais. Embora o discurso apresentado para o eleitor, sejatudo foi feito pensando no social, quando na verdade, existem outros fatores determinantes que, com certeza, deveriam ter predominância,  sendomelhor para o povo, e passam a ser o melhor para o candidato. Afinal, “o povo é apenas um detalhe.”

Olinda, 22 de março de 2026.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.

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