O número de motoristas por aplicativo vítimas de violência armada segue em alta na Região Metropolitana do Recife (RMR) em 2026. De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, ao menos sete profissionais foram baleados desde o início do ano, sendo seis mortos e um ferido, dados que evidenciam a vulnerabilidade da categoria e acendem um alerta para a segurança desses trabalhadores.
O caso mais recente ocorreu no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, quando o motorista Eduardo Luiz da Cruz, de 31 anos, foi morto durante uma tentativa de assalto. Segundo a polícia, ele havia acabado de finalizar uma corrida quando foi abordado por dois suspeitos. Ao tentar fugir, foi atingido por disparos, perdeu o controle do veículo e colidiu em um ponto de ônibu, ele morreu no local. Dois suspeitos foram detidos, um jovem de 21 anos e um adolescente de 17, que confessou ter efetuado os tiros.
A escalada da violência contra motoristas de aplicativo também já havia motivado protestos recentes na Região Metropolitana. No início do mês, profissionais realizaram uma manifestação pedindo justiça pela morte de outro colega, vítima de latrocínio no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife. O ato reuniu motoristas que cobraram mais segurança e ações efetivas do poder público diante da recorrência de crimes durante o exercício da atividade.
Diante do cenário, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou, nesta quarta-feira (25), uma audiência pública para discutir medidas de proteção à categoria. Proposto pelo deputado João Paulo (PT), o encontro reuniu representantes dos motoristas, forças de segurança e instituições ligadas à mobilidade. A iniciativa busca construir soluções para conter a violência e garantir mais segurança aos profissionais que, diariamente, enfrentam riscos para trabalhar.


