Homens tiram tubarão do mar, cortam barbatanas e sobem no animal para tirar fotos na Praia do Paiva

Vídeos que circulam nas redes sociais desde este domingo (29) mostram o momento em que um tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas) de aproximadamente 150 quilos foi retirado do mar por pelo menos quatro homens na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. Nas imagens, um dos homens chega a subir no animal para posar […]

Vídeos que circulam nas redes sociais desde este domingo (29) mostram o momento em que um tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas) de aproximadamente 150 quilos foi retirado do mar por pelo menos quatro homens na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife.

Nas imagens, um dos homens chega a subir no animal para posar para fotos, enquanto outros dois utilizam facas para retirar as nadadeiras da fêmea adulta, que teria ficado presa acidentalmente em redes de pescadores.

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, por meio da Secretaria de Política Urbana e Meio Ambiente, informou nesta segunda-feira (30) que tomou conhecimento do fato e que a ocorrência já está sendo devidamente apurada.

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT) confirmou que as nadadeiras foram “filetadas” para consumo humano, mas alertou que o manejo inadequado e a comercialização de partes do animal podem configurar infração ambiental grave, sujeitando os responsáveis a penalidades legais e investigação pelo Ministério Público.

Além das implicações jurídicas, o órgão destacou riscos à saúde pública, uma vez que tubarões são predadores de topo de cadeia e tendem a acumular metais pesados, como o mercúrio, em seus organismos, o que torna o consumo de sua carne perigoso para os seres humanos.

O CEMIT explicou ainda que a região metropolitana do Recife possui condições ambientais favoráveis para a aparição desses animais devido à proximidade entre a costa e os sistemas estuarinos, áreas fundamentais para a alimentação e reprodução da espécie.

Até o momento, as polícias Civil e Militar de Pernambuco não forneceram detalhes adicionais sobre possíveis detenções ou o andamento das investigações criminais.

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