A Comissão da Verdade, Memória e Reparação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aponta que ao menos 649 professores, estudantes e técnicos vinculados à instituição sofreram algum tipo de violação por parte do regime militar, com práticas autoritárias que vão desde pedidos de informação sobre eventuais atividades “subversivas” até cancelamentos de bolsas, desligamento de curso e demissões.
O dado faz parte dos resultados parciais de um trabalho de investigação iniciado em junho de 2025, apresentado pela UFPE nesta terça-feira (31), data que marca os 62 anos do golpe militar. A pesquisa integra diferentes departamentos, sob a coordenação da Comissão da Verdade, com o objetivo de reconstrução histórica da repressão na universidade.
Entre 1964 e 1985, 132 pessoas ligadas à UFPE foram presas ou detidas, com pelo menos seis estudantes tendo sido mortos pela repressão. A pesquisa deve durar mais três anos, o que pode fazer com que os números cresçam. Entre as 649 vítimas, 71% dos registros são de homens, e em sua maioria, os afetados integravam as áreas de Ciências Sociais Aplicadas e de Saúde.


