Governo de Pernambuco cogita aderir a subsídio do diesel para conter alta nos preços causada por guerra

Governo Estadual dividirá custo de R$ 1,20 por litro com a União; medida visa frear impacto da crise no Oriente Médio sobre alimentos e transporte

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta terça-feira (31), que cogita sua adesão à proposta do Governo Federal para conceder uma subvenção econômica ao diesel importado, visando conter a escalada de preços causada pela guerra no Oriente Médio.

A medida estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível, cujo custo será dividido igualmente entre a União (R$ 0,60) e os estados aderentes (R$ 0,60). O acordo foi selado durante a 200ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e deve ser oficializado por meio de uma Medida Provisória com validade inicial até o final de maio de 2026.

A estratégia substitui a proposta anterior de desoneração do ICMS, que foi considerada inviável técnica e juridicamente pelos secretários estaduais da Fazenda.

Em nota oficial, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz) destacou que a decisão é um esforço concreto para mitigar os impactos da alta do petróleo, que já supera 23%, e evitar que o custo do transporte seja repassado aos alimentos e serviços essenciais.

O governo estadual ressaltou que a participação na medida prioriza a responsabilidade fiscal e a segurança jurídica, garantindo que o benefício chegue efetivamente aos caminhoneiros, produtores e trabalhadores da cadeia produtiva sem gerar passivos futuros para os cofres públicos.

A expectativa é que o Ministério da Fazenda publique os detalhes operacionais da subvenção ainda nesta semana, protegendo a atividade econômica local diante da instabilidade do cenário global.

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