Coluna da segunda | O novo mapa da Assembleia Legislativa 

A nova composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco, após a janela partidária, escancara o tamanho da rearrumação política no estado e antecipa o tom da eleição de 2026. E mexe diretamente na correlação de forças entre governo e oposição, sobretudo no efeito cascata na montagem das comissões.  A maior força passa a ser a federação  União […]
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A nova composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco, após a janela partidária, escancara o tamanho da rearrumação política no estado e antecipa o tom da eleição de 2026. E mexe diretamente na correlação de forças entre governo e oposição, sobretudo no efeito cascata na montagem das comissões. 

A maior força passa a ser a federação  União Progressista (PP e União Brasil), com 11 deputados. Mais do que número, o bloco ganha peso estratégico: tempo de TV, capilaridade e poder de barganha. Vira fiel da balança no jogo majoritário e entra na eleição como peça-chave para qualquer projeto competitivo. 

Logo atrás, o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, chega a 9 deputados e obteve um número expressivo. Saiu praticamente do zero para uma bancada robusta, consolidando musculatura institucional e fortalecendo o palanque governista dentro da Alepe. É crescimento com digital da articulação do Palácio.

O bloco da federação m Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) aparece com 8 deputados. Mantém densidade, mas sem expansão relevante. Continua competitivo, sobretudo pela ligação com o presidente Lula. 

PSB, partido de João Campos, também fecha com 8 deputados. Mesmo mantendo uma bancada relevante, perde numericamente, mas terá candidatura própria a governador com João Campos e pode voltar a crescer na próxima legislatura.

Podemos, com 7 deputados, surge como uma força intermediária importante. Não lidera o jogo, mas pode influenciar decisões e composições, sobretudo em votações estratégicas.

Na base mais à direita, o PL fica com 3 deputados, mantendo presença, mas sem expansão. Já MDB, Novo e Republicanos, com um deputado cada, ocupam posições mais periféricas, com atuação pontual. O Solidariedade e PSDB sumiram.  

A Alepe, hoje, já reflete o que será a eleição: um cenário menos polarizado por partidos e mais organizado por blocos de poder. A disputa não será apenas de nomes, mas de estruturas.

SALDO POSITIVO – A governadora Raquel Lyra sai fortalecida após a janela partidária, com o crescimento do PSD na Assembleia Legislativa e um melhor posicionamento institucional dentro da Casa, ampliando sua base e capacidade de articulação para a eleição.

PESO DOBRADO – A União Progressista assume o centro do jogo político e passa a ter poder decisivo sobre o rumo da disputa eleitoral. Comandada pelo deputado Eduardo da Fonte, a federação saiu grande também na formação das chapas mesmo sofrendo artilharia de todos os lados. 

INTERIORIZAÇÃO – O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, vai intensificar a agenda no interior do estado ao longo desta semana. O socialista percorre cidades do sertão e cumpre compromissos no agreste, em movimento de ampliação de presença fora da Região Metropolitana. O retorno ao Recife está previsto apenas para a próxima quinta-feira, marcando uma estratégia de interiorização da pré-campanha.

FRASE DO DIA:“Quero que quando um prefeito tiver uma dificuldade pense na Amupe”, disse Pedro Freitas, novo presidente da associação. 

RÁPIDAS

DIVÃ PRESIDENCIÁVEL – O psiquiatra e escritor Augusto Cury anunciou filiação ao Avante e se colocou como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito nas redes sociais neste domingo (5), em postagem ao lado do presidente nacional do partido, o deputado federal Luís Tibé.

POSSE – O vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), assumiu o comando da prefeitura da capital nesta segunda-feira, abrindo um novo ciclo na gestão iniciada por João Campos, que renunciou na última semana para disputar o governo de Pernambuco.

MISTÉRIO ALAGOANO – O agora ex-prefeito de Maceió, JHC, renunciou ao cargo e mantém indefinição sobre o próximo passo político, entre a disputa pelo governo de Alagoas ou uma vaga no Senado. 

PINGA-FOGO: Quem fará a maior bancada de deputados na eleição deste ano?

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