O desabamento de um casarão na Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, na noite desta segunda-feira (6), deixou duas pessoas mortas e outras duas pessoas feridas. Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45 anos, ficaram soterrados sob os escombros e não resistiram aos ferimentos. O acidente ocorreu por volta das 20h, em meio às fortes chuvas registradas na capital pernambucana desde o fim da tarde.
Quanto aos sobreviventes retirados dos escombros pelo Corpo de Bombeiros, Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29 anos, estão internados no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na região central do Recife. De acordo com a unidade, deram entrada no HR com politraumatismos, mas ambos estão com quadro de saúde estável.
O Corpo de Bombeiros havia informado que as buscas no local tinham sido finalizadas por volta das 23h30. Porém, pela manhã desta terça (7), moradores do entorno perceberam a presença de um cachorro soterrado nos escombros. A reportagem da CBN Recife procurou o CBMPE, que confirmou a ocorrência e disse que enviou uma viatura ao local para fazer o resgate. O animal foi retirado com vida e sem lesões aparentes, tendo ficado sob os cuidados de uma veterinária.
No desabamento, seis residências improvisadas que ficavam dentro do terreno onde está o casarão foram atingidas, e de acordo com a Defesa Civil do Recife, um imóvel ao lado também foi afetado. Toda a região foi interditada para garantir a segurança da população.
Para a TV Globo, o secretário executivo da Defesa Civil do Recife, Cel. Cássio Sinomar, declarou existir um processo administrativo em curso para retirada dos moradores do local, inclusive, com oferta de indenizações e auxílio-moradia.
“Essas construções têm mais de 20 anos. E com o passar do tempo, essas estruturas do casarão se tornaram ruínas com grau de risco elevado. Essas pessoas não têm uma regularização direta do local, mas estão aqui há muito tempo e existia um processo para fazer a retirada. Algumas pessoas chegaram a ser indenizadas, outras entraram no auxílio-moradia. Precisamos fazer com que essas pessoas saiam e se desloquem para um local seguro”, disse.
Ainda de acordo com a Defesa Civil do Recife, 17 moradias no entorno do casarão devem ser desocupadas por estarem em situação irregular ou de “alto grau” de risco. Após o desabamento, já nesta terça (7), os moradores fizeram um protesto para cobrar ao poder público o acesso à moradia digna, com habitações tendo sido prometidas desde 2014.
O coordenador do Centro de Operações do Recife (COP), Anderson Soares, informou à CBN que seis pessoas estão abrigadas na Creche-Escola do Pilar – um dos abrigos abertos pela Prefeitura do Recife em meio às chuvas.


