Grande Recife tem 3ª maior inflação do país em 12 meses e supera média nacional

Alta de 4,58% na região fica atrás apenas de Fortaleza e São Paulo; pressão veio principalmente dos transportes

A Região Metropolitana do Recife registrou a terceira maior inflação acumulada em 12 meses entre as capitais e regiões pesquisadas no país, com alta de 4,58%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado supera a média nacional, de 4,14%, e fica atrás apenas de Fortaleza (4,89%) e São Paulo (4,76%), evidenciando uma pressão inflacionária mais intensa na região.

Somente em março de 2026, a inflação local foi de 1,1%, também acima da média brasileira para o mês, que ficou em 0,88%. Com isso, o índice já acumula alta de 2,13% no ano. O principal impacto no período veio do grupo Transportes, que avançou 3,22%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis, tarifas de transporte público e custos relacionados ao deslocamento.

Na sequência, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 1,43%. Mesmo com variação menor que a de Transportes, o segmento exerceu forte influência no resultado geral por ter o maior peso no orçamento das famílias. Outros grupos também apresentaram elevação, como Despesas pessoais (0,96%) e Vestuário (0,92%), enquanto Saúde e cuidados pessoais (0,38%) e Artigos de residência (0,20%) tiveram aumentos mais moderados.

Por outro lado, alguns setores ajudaram a conter a inflação na região. O grupo Habitação recuou 0,35%, influenciado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica e em itens de limpeza, enquanto Comunicação teve queda de 0,26%. Para as famílias de menor renda, a inflação medida pelo INPC foi de 1,01% em março, com destaque novamente para os aumentos em Transportes (2,91%) e Alimentação e bebidas (1,41%). O próximo resultado do IPCA, referente a abril, será divulgado em 12 de maio.

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