Coluna da terça | A expectativa da decisão

A política pernambucana entra na semana com uma expectativa concentrada em um único movimento: a decisão do vereador do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Moura, que anunciou que baterá o martelo sobre seu futuro político na próxima sexta-feira (17). A depender do caminho escolhido, o gesto pode ter impacto direto na dinâmica […]
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A política pernambucana entra na semana com uma expectativa concentrada em um único movimento: a decisão do vereador do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Moura, que anunciou que baterá o martelo sobre seu futuro político na próxima sexta-feira (17). A depender do caminho escolhido, o gesto pode ter impacto direto na dinâmica da disputa de 2026, sobretudo no campo da oposição.

Nos bastidores, é predominante hoje que Moura deve optar por uma candidatura a deputado federal, movimento considerado mais seguro e com maior viabilidade eleitoral imediata. Ainda assim, há uma pressão crescente de setores nacionais para que ele mantenha o projeto majoritário e entre de vez na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, ocupando um espaço que ainda está em aberto fora da polarização principal.

Com atuação marcada por embates diretos com a gestão do PSB no Recife, Eduardo Moura construiu uma imagem de enfrentamento e fiscalização dura. Na Câmara, virou uma das vozes mais incisivas da oposição, enquanto nas redes sociais ganhou projeção com um estilo próprio, direto, apontando falhas, cobrando respostas e explorando temas sensíveis da administração municipal.

A decisão de sexta não é apenas pessoal. Ela pode indicar qual será o tamanho da aposta de Moura no jogo de 2026: se entra para ampliar capital político mirando Brasília ou se assume o risco de uma candidatura ao governo, com potencial de reorganizar o tabuleiro e tensionar ainda mais o ambiente eleitoral no estado.

DEPUTADOS NOVOS – Por falar no Partido Novo, sob a presidência de Técio Teles, a legenda conseguiu estruturar chapas competitivas tanto para deputado estadual quanto para deputado federal, abrindo a possibilidade real de eleger representantes de forma direta nas duas esferas. O movimento é visto internamente como estratégico para fortalecer a sigla em Pernambuco e contribuir com o Novo nacional no cumprimento da cláusula de desempenho, um dos principais desafios da legenda no próximo ciclo eleitoral.

QUEDA DE BRAÇO – A queda de braço em torno da LOA segue sem desfecho na Assembleia Legislativa. Mesmo com o presidente Álvaro Porto colocando a matéria em votação, o governo esvaziou o plenário para travar o andamento. No campo jurídico, a disputa avançou com a deputada Débora Almeida, líder do PSD na Alepe, obtendo um mandado de segurança que impede a tramitação da proposta. No centro do impasse está o percentual de remanejamento: o governo defende 20%, enquanto a maioria da Casa resiste e mantém o limite em 10%.

FRASE DO DIA: “O nosso compromisso é com Pernambuco. Vamos votar as pautas importantes para o crescimento do estado, sempre com responsabilidade e autonomia”, afirmou Eduardo da Fonte, após encontro com a bancada.

RÁPIDAS 

ESTILO PRÓPRIO – O prefeito do Recife, Victor Marques, vem imprimindo um estilo próprio marcado pela proximidade e boa vizinhança. Em debate na CBN Recife, deixou claro que pretende manter a relação institucional com o governo do estado longe da “rinha” eleitoral, evitando contaminação política no diálogo entre as gestões.

COMPARAÇÃO – Ainda sobre Victor Marques, o prefeito afirmou que a eleição de 2026 passará por uma inevitável comparação de gestões. Em declaração recente, destacou que o pernambucano vai colocar lado a lado os modelos conduzidos por João Campos no Recife e pela governadora Raquel Lyra no estado, indicando que essa avaliação direta deverá influenciar o posicionamento final do eleitorado pelo socialista.

PINGA-FOGO: Eduardo Moura vai mesmo disputar o Governo?

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