Endividamento das famílias no Recife se mantém estável em março, mas pressão no orçamento persiste

Levantamento da Fecomércio-PE aponta leve recuo no número de endividados, enquanto cresce o percentual de famílias sem condições de quitar dívidas

O nível de endividamento das famílias recifenses permaneceu praticamente estável em março de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Ao todo, 80,9% dos lares declararam possuir algum tipo de dívida, número levemente inferior ao registrado em fevereiro (81,1%) e também abaixo do observado no mesmo período do ano passado (81,2%). Em termos absolutos, o contingente corresponde a cerca de 473 mil famílias, indicando pouca variação no cenário geral.

Já em relação à inadimplência, o percentual de famílias com contas em atraso ficou em 26,8%, repetindo o índice do mês anterior e apresentando leve queda na comparação anual. Apesar da estabilidade, o dado evidencia que uma parcela significativa da população ainda enfrenta dificuldades para manter as contas em dia. Segundo a Fecomércio-PE, o comportamento cauteloso das famílias reflete um esforço de controle dos gastos, especialmente diante de um orçamento ainda pressionado.

O ponto de maior atenção do levantamento está no aumento, ainda que discreto, das famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas. O índice passou de 16,2% em fevereiro para 16,3% em março, superando com folga o registrado em março de 2025 (12,2%). O resultado indica que, embora o endividamento esteja controlado, a recuperação financeira segue lenta, com renda comprometida e menor capacidade de consumo no curto prazo.

Mais Lidas