Coluna da segunda | O gesto do PP e o jogo do Senado

O gesto do PP à governadora Raquel Lyra durante mais uma agenda pelo interior não passou despercebido nos bastidores. O deputado federal Lula da Fonte, membro da executiva, voltou a reafirmar de forma pública que a Federação União Progressista vai marchar com o projeto de reeleição da governadora, reforçando um movimento político que já vinha […]
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O gesto do PP à governadora Raquel Lyra durante mais uma agenda pelo interior não passou despercebido nos bastidores. O deputado federal Lula da Fonte, membro da executiva, voltou a reafirmar de forma pública que a Federação União Progressista vai marchar com o projeto de reeleição da governadora, reforçando um movimento político que já vinha sendo desenhado nos bastidores.

A sinalização não é isolada. Ela dialoga diretamente com o tabuleiro da chapa majoritária, especialmente na disputa pelo Senado. Cresce a expectativa de que o presidente da federação em Pernambuco, Eduardo da Fonte, possa ocupar esse espaço, consolidando uma candidatura que vem sendo ventilada de forma cada vez mais explícita por aliados.

Na última semana, uma sequência de declarações públicas de lideranças próximas ao deputado deixou evidente a estratégia: manter o nome de Eduardo da Fonte em circulação, com presença constante no debate político, pavimentando o caminho para uma eventual entrada na corrida pela Casa Alta. Não é movimento por acaso, é construção de cenário.

Resta saber se esse gesto do PP será suficiente para derrubar as barreiras criadas nos últimos meses na relação com o governo estadual. Há um histórico recente de ruídos e reposicionamentos que ainda ecoam dentro da gestão. O ponto central agora é entender se, além do discurso, haverá recomposição prática: retomada de espaços, reaproximação administrativa e alinhamento político mais sólido.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas o apoio formal, mas o tamanho do espaço que o PP pretende ocupar. Vale lembrar que com o tamanho da federação no seu palanque, Raquel terá um bom tempo de rádio e TV.

COMO FICARÁ MIGUEL? – Com esse

movimento em torno de Eduardo da Fonte,  como ficará o ex-prefeito Miguel Coelho? Que já circula como pré-candidato ao Senado. A governadora chegou a ofertar a federação as duas vagas do Senado,o tempo passou e ela já lançou Túlio Gadelha. Restando agora a outra vaga e a vice-governadoria.

PAUSA –  O pré-candidato a governador João Campos, após uma maratona de agendas pelo interior do estado, deu uma pausa na pré-campanha e tirou alguns dias de descanso ao lado da esposa, Tabata Amaral. Desde o casamento, ele ainda não havia feito lua de mel e aproveitou o momento para isso. A expectativa é de que, já na próxima semana, retome o ritmo intenso de agendas e articulações políticas.

FRASE DO DIA: “Eu chamo João Campos de entidade, mas Raquel ainda é favorita”, disse o professor e cientista político, Adriano Oliveira, no Ponto de Encontro. 

RÁPIDAS 

CONHECIMENTO X INTENÇÃO DE VOTO – Para o professor e cientista político Adriano Oliveira, os cenários das pesquisas na disputa pelo Senado neste momento reflete muito mais nível de conhecimento do que intenção real de voto. “Quem for candidato ao Senado e estiver fazendo pesquisa quantitativa está perdendo seu dinheiro”, afirmou.

MANTENDO O RITMO – O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, vem mostrando que pretende manter a mesma pegada à frente da pasta. Em passagem por Pernambuco no fim de semana, cumpriu uma série de agendas e anunciou novos investimentos, sinalizando continuidade no ritmo do seu antecessor.

DE SAÍDA – A passagem do ex-deputado pernambucano Tadeu Alencar pelo Ministério da Micro e Pequena Empresa pode estar perto do fim. O socialista enfrenta pressão do PSB de São Paulo, capitaneada pelo ex-ministro Marcio França que reivindica um outro nome, João Campos apresentou um nome de consenso: Paulo Pereira. No final, o nomeado foi Tadeu, o que desagradou  os paulistanos.

PINGA-FOGO: Quem será o candidato a senador da federação União Progressista?

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