Prefeitos de diversas regiões de Pernambuco intensificaram a pressão sobre a Assembleia Legislativa de Pernambuco para destravar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Reunidos no Recife, os gestores decidiram cobrar diretamente o Legislativo diante dos impactos já sentidos nas cidades, como a limitação de repasses, convênios e investimentos. Após o encontro, o presidente da Casa, Álvaro Porto, confirmou que a alteração no orçamento será votada, indicando avanço nas negociações.
O impasse gira em torno do percentual de remanejamento orçamentário: o governo estadual defende a ampliação para 20%, enquanto o texto aprovado anteriormente previa 10%. Após reunião com prefeitos e parlamentares, Porto informou que solicitou à governadora Raquel Lyra o envio de um novo projeto para ajustar o índice. A proposta deve ser analisada em plenário com pareceres das comissões e votação em dois turnos, com articulação entre base governista e oposição para viabilizar o texto.
Segundo a Amupe, a mobilização municipal foi considerada decisiva para destravar o debate, já que a ausência da LOA vinha comprometendo a execução de políticas públicas e o funcionamento administrativo nos municípios. Prefeitos defendem uma solução rápida para evitar agravamento do cenário e não descartam ampliar a pressão política ou recorrer à Justiça. A expectativa é que, com o novo projeto e o compromisso da presidência da Assembleia, o impasse seja resolvido e permita a normalização dos repasses e investimentos no estado.


